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DICAS PARA UM PULMÃO SAUDÁVEL
Dr. Edmilson Vieira Gaia Filho
Professor de Pneumologia e Cirurgia da UNCISAL
Pneumologista e Cirurgião Torácico do HMAR
CRM-AL 3146 |
O Pulmão é o órgão respiratório que transfere o oxigênio que encontra-se no ar ambiente e transporta para o coração. Este, por sua vez, distribui para todos os outros órgãos como fígado, rins, cérebro, ossos, pele, etc. O pulmão também transfere o ar sujo, rico em gás carbônico, de volta para o meio ambiente. O gás carbônico é da família do monóxido de carbono (ar que também sai do cano de escape dos automóveis) que são expulsos pelos órgãos, como lixo, após colocarem o motor do corpo humano para funcionar.
Para manter seu pulmão saudável, observe e siga as dicas abaixo:
1- Evite fumar. O fumo prejudica os pulmões, coração e provoca a obstrução de todas as veias e artérias dos órgãos. No pulmão e na garganta, isso provoca os tumores malignos, entre outros males em outros órgãos. Evite drogas como o crack e a cocaína, pois provocam falta de ar e alteração dos batimentos cardíacos (arritmias), com morte súbita.
2- Evite que os fumantes direcionem a fumaça do cigarro diante de você no ambiente de trabalho ou no domicílio, bares, restaurantes,etc. Solicite ao garçom uma mesa distante do fumante(é proibido fumar em ambientes fechados).
3- Se você quer parar de fumar, procure um pneumologista, para prescrever medicamentos que o ajudem, pois é difícil parar de fumar sem o apoio de medicamentos que bloqueiam a vontade do fumante. Orientações psicológicas / psiquiátricas também auxiliam.
4- Pratique atividades físicas ou esportivas, como caminhadas de 30 minutos, três vezes na semana, ou natação. Isto melhora a função pulmonar.
5- Procure usar máscaras diante de poeiras e fumaças, para evitar alergias.
6- Se você cria pássaros ou trabalha próximo a pombos, procure usar máscara quando aproximar-se deles, pois podem transmitir fungos ou partículas presentes nas fezes, que podem ser inaladas com a ajuda do vento e provocar pneumonias graves ou alergias.
7- Evite colocar o ventilador com o fluxo do vento em direção ao pescoço, rosto ou cabeça. Evite colocar nos pés da cama. Nestas posições, a poeira é levada para o nariz e a garganta, ressecando a garganta e provocando alergias no nariz. Coloque o ventilador ao lado da cama, com o fluxo de ar direcionado abaixo do pescoço.
8- Se você fuma ou já fumou, faça uma radiografia de tórax uma vez ao ano. Se você tem dor no tórax ou na coluna, faça também.
9- Durante a gripe comum, se a secreção nasal ou o escarro mudar a cor branca para amarelado/esverdeado procure um clínico, pneumologista ou otorrino. Se a gripe não melhorar em sete dias, também procure um destes profissionais, para descartar pneumonia, rinite ou sinusite.
10- Se você tem febre baixa no final da tarde ou à noite, por mais de sete dias e está emagrecendo, procure um pneumologista e faça uma radiografia de tórax, para descartar tuberculose. Está doença tem cura, mas precisa ser tratada de forma rápida para não deixar seqüela, pois pode dificultar as atividades do dia-a-dia e prejudicar a sua contratação para o trabalho. Também pode ser transmitida para o(a)s seus(suas) colegas, familiares, dependendo do tipo de tuberculose.
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Refluxo
Dr. José Roberto
Medicina Interna |
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) foi definida como uma afecção crônica decorrente do refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago. Dados epidemiológicos revelam que 15 a 44 por cento dos adultos têm os sintomas de refluxo gatroesofágico pelo menos uma vez por mês.
Os sinais típicos do DRGE são queimação no peito e regurgitação. Manifestações como dor e dificuldade ao deglutir, sangramento gástrico junto com emagrecimento sugerem complicações da doença.
Sintomas extra esofágicos são comuns, principalmente pulmonares como tosse crônica, asma, bronquite, fibrose pulmonar e otorrinolaringológicos como rouquidão, pigarros, laringite e sinusite. É importante saber que a maioria dos pacientes com sinais e sintomas extra-esofágicos não apresenta sintomas típicos e as dores torácicas opressivas podem decorrer da DRGE, mas devem sempre ser encaradas como “urgências cardiológicas” e atendidas prontamente para diagnóstico definitivo.
O diagnóstico da DRGE é feito com uma história clínica bem definida e exames complementares como endoscopia digestiva alta, que pode ser normal, pHmetria que mede o ph esofágico 24 horas com o paciente reproduzindo suas atividades normais, manometria esofágica que avalia a função da musculatura e contratilidade do esôfago, radiografias contrastadas do esôfago e cintilografia esofágica. Seu médico saberá quais exames serão necessários para diagnóstico e tratamento.
O tratamento do refluxo gastroesofágico é dividido basicamente em medicamentoso, medidas higienodietéticas e cirúrgico. Os medicamentos utilizados são antiácidos de uso local e sistêmico, procinéticos que modelam o funcionamento do esôfago, facilitando o esvaziamento. Medidas higienodietéticas como refeições pequenas com baixo conteúdo de gorduras, evitar refeições nas três horas precedentes ao horário de deitar, evitar sucos ácidos e chocolates (que parecem facilitar o refluxo); bebidas alcoólicas, tabagismo devem ser desencorajados e a perda de peso nos pacientes obesos é prioridade. Há evidências que a elevação do decúbito (posição de quem está deitado) em 15 graus e o decúbito lateral esquerdo ao deitar, dificulta o refluxo. O tratamento cirúrgico está indicado principalmente quando o tratamento clínico é ineficaz ou muito prolongado, principalmente nos pacientes abaixo de 40 anos.
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Trocas de letras na fala infantil: normalidade ou patologia?
Fga. Thaís Nobre Uchôa Souza
Especialização em Linguagem pela FOB/USP
Mestranda em Distúrbios da Comunicação Humana pela UNIFESP
Fonoaudióloga e Sócia da Oralis - Reabilitação e Estudos em Deglutição e Comunicação
Fonoaudióloga Efetiva da Secretaria Municipal de Saúde de Maceió e da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas - UNCISAL
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A maioria das crianças produz suas primeiras palavras reais por volta do primeiro ano de vida e geralmente essas primeiras "palavrinhas" são simples, com combinação de consoante-vogal (pa) ou reduplicação de consoante-vogal (papa). Em seguida, a criança começa a aprender a produzir outros sons (fonemas) mais difíceis e tem a possibilidade de falar mais palavras. Até aproximadamente os 5 anos de idade é esperado que a criança consiga produzir todos os sons e que sua fala possa ser entendida por todos.
Esse processo ocorre naturalmente para a maioria das crianças. No entanto, existem crianças que não conseguem produzir corretamente alguns sons e por isso passam a realizar simplificações na sua fala. Quando as crianças realizam essas simplificações elas são rotuladas de que “não sabem falar” e os erros cometidos são comumente conhecidos como “trocas de letras”. Um exemplo de “fala errada” é a fala do personagem cebolinha, que substitui o fonema r pelo fonema l (careca ? caleca). As trocas de letras na fala ocorrem devido a uma imaturidade do sistema articulatório, do sistema perceptual (perdas auditivas flutuantes causadas por otite média) ou do sistema nervoso (imaturidade neurológica, desordem do processamento auditivo). Crianças que “falam errado” substituindo fonemas (ex. sapo -> tapo; barata -> balata) ou omitindo fonemas (prato -> pato; bloco -> boco) são diagnosticadas como tendo transtorno fonológico.
Os transtornos fonológicos são as alterações de comunicação mais prevalentes nas crianças em idade pré-escolar e escolar e afetam 10% dessa população (National Institute on Deafness and Other Communication Disorders – NIDCD, 2000). O NIDCD considerou que 80% das crianças afetadas necessitarão de terapia fonoaudiológica, e entre 50% a 70% apresentarão dificuldades na aquisição das habilidades de leitura e escrita, devido à estreita relação entre o processamento da fala e da escrita.
A fala das crianças com transtorno fonológico se caracteriza pela perda de contrastes, devido principalmente, a substituição constante de um som por outro, tornando a informação difícil de ser entendida. As alterações na fala de crianças com transtorno fonológico podem se manifestar desde o grau leve até o grau severo, quando compromete a comunicação e a manutenção das relações sociais. Dessa maneira, as crianças com transtorno fonológico necessitam de terapia fonoaudiológica com o objetivo de melhorar a fala por meio da produção correta de todos os sons. Portanto, o processo de intervenção fonoaudiológica deve ser iniciado o mais precocemente possível, para que as alterações presentes na fala da criança não prejudiquem sua interação social e suas aprendizagens futuras, como a linguagem escrita.
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A importância da Vacinação para gripe em Idosos
Dra. Rosane Brandão
Infectologista |
A gripe (influenza) é uma das doenças infecciosas do sistema respiratório que mais acometem o homem. É causada por um vírus (Myxovirus influenzae) que tem capacidade de mudar constantemente suas características, o que possibilita que um mesmo indivíduo tenha vários episódios de gripe durante a vida. Pode ser transmitida de uma pessoa para outra através da tosse, espirro, fala ou respiração.
Epidemias de gripe ocorrem com maior frequência nos meses de inverno e a doença pode se apresentar de forma leve e de curta duração, aproximadamente uma semana, até formas graves com complicações, principalmente em indivíduos com a imunidade mais baixa como os idosos, podendo determinar hospitalização e mesmo o óbito. Muitas pessoas, sobretudo idosas, morrem todos os invernos devido à gripe. Entre as complicações, a mais frequente e de maior relevância é a pneumonia, porém podem ocorrer outras, como otite, bronquite, sinusite, laringite, complicações do sistema nervoso central, etc.
Os sintomas da gripe aparecem subitamente e fazem-se sentir com gravidade, incluindo febre alta, calafrio, dores de cabeça, dores musculares, dores de garganta, tosse e sensação de intensa fraqueza. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacinação tem sido o principal método para prevenir gripe e suas complicações mais severas e apesar da maior susceptibilidade do idoso a infecções, a vacinação é benéfica na prevenção da gripe severa, pneumonias e mortes nesse grupo. A cada ano, mais de 150 milhões de pessoas são vacinadas em países de todo o mundo.
A eficácia da vacina varia de 70% a 90% assim, algumas pessoas vacinadas podem contrair a doença (10% a 30%), porém com sintomas geralmente mais fracos. A vacina é segura e eventualmente pode provocar dor e vermelhidão no local de aplicação. Raramente pode ocorrer febre baixa, mal-estar e dor no corpo, que desaparecem espontaneamente em 24 a 48 horas.
Todas as pessoas que queiram evitar a gripe e suas complicações podem ser vacinadas, sendo extremamente importante para o idoso. Deve ser tomada todos os anos, no período do outono ( no Brasil, entre os meses de março a junho), para que a proteção máxima seja alcançada no inverno, que é o período de maior circulação do vírus. As pessoas que tiverem alergia a proteína do ovo, a neomicina e ao timerosal e aquelas com doenças neurológicas em atividade não podem se vacinar.
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Colesterol
Dr. Arnaldo Mendonça
Endocrinologista |
Aterosclerose, ou doença aterosclerótica, é a consequência do aumento do colesterol, se trata do depósito de gordura na parede do vaso. A doença cardiovascular aterosclerótica é responsável pela metade da morbidade e mortalidade em todo o mundo.
Este processo se inicia desde a infância e as manifestações clínicas ocorrem mais tarde, na vida adulta. A doença aterosclerótica coronariana (ligadas aos vasos que irrigam o coração) é a principal causa de mortalidade. Entretanto, as doenças cerebrovasculares (ligadas aos vasos que irrigam o cérebro) e vasculares periféricas (ligadas aos vasos dos membros inferiores e superiores - pés e braços) são também importantes fatores de morbimortalidade.
A aterosclerose é um processo multifatorial e, quanto maior o número de fatores de risco, maior o grau e gravidade da doença. Os fatores de risco, que têm sido identificados são dislipidemia (o aumento do colesterol e/ou triglicerídios), hipertensão arterial, diabetes, tabagismo e sedentarismo. A dislipidemia é alteração nos lípides, ou seja: colesterol total, HDL (colesterol bom), LDL (colesterol ruim) e triglicérides.
O papel da dislipidemia na deflagração da aterosclerose coronariana está bem estabelecido. Em especial, níveis elevados do colesterol total e LDL, redução nos níveis do colesterol HDL e aumento dos níveis de triglicérides, podem induzir à doença coronariana. O risco de aterosclerose coronariana aumenta, significativa e progressivamente, em indivíduos com níveis de colesterol total e LDL acima dos patamares de normalidade.
Para o colesterol HDL, a relação é inversa: quanto mais elevado seu valor, menor o risco. Níveis de colesterol HDL maiores do que 60 mg/dL caracterizam um fator protetor. Níveis de triglicérides maiores que 150 mg/dL aumentam o risco de doença aterosclerótica coronariana.
Os mais susceptíveis são aquelas pessoas incluídas nos seguintes grupos: homem com mais de 45 anos / mulher com mais de 55 anos, história familiar precoce de aterosclerose (parentes de primeiro grau com menos de 55 anos para homens e menos de 65 anos para mulheres), hipertensão arterial, tabagismo, Diabetes Mellitus.
Para evitar ou tratar a aterosclerose é necessário adotar uma alimentação adequada, sobretudo com baixo teor de gorduras saturadas, perda de peso para os portadores de sobrepeso ou obesidade, bem com atividade física regular reduzem o risco para aterosclerose e, seguramente, fazem parte do tratamento dos portadores dessa doença. Naqueles indivíduos que não atingem as metas de lípides apenas com modificações comportamentais, faz-se necessário o uso continuado de drogas hipolipemiantes, que reduzem os lípides (colesterol e triglicérides) é prática indispensável.
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Gastrite
Dr. Hunaldo Menezes
Cirurgião Geral/Videolaparoscopia |
A gastrite é a inflamação da camada interna mais superficial do estômago, chamada mucosa. É uma doença bastante frequente na atualidade, tendo sua maior incidência entre os 40 e 50 anos de idade.
Entretanto, esse perfil epidemiológico vem mudando, uma vez que, com muita frequencia, o diagnóstico da doença tem sido feito em pacientes cada vez mais jovens. Está muito relacionada com os hábitos de vida das pessoas, podendo-se dizer, com muita convicção, que o estômago é o alvo do desequilíbrio entre alimentação inadequada (horários de se alimentar e tipo de alimentos consumidos), ingestão crônica de alguns medicamentos (como anti-inflamatórios, antibióticos e outros), vícios (principalmente o tabaco e o álcool), além do estresse, trazendo uma série de consequencias desagradáveis.
Ultimamente, também se relaciona à gastrite a uma bactéria chamada Helicobacter pylori, que é diagnosticada através da endoscopia digestiva alta. Os sintomas mais comuns incluem a dor na boca do estômago, a azia, sensação de estômago cheio, mesmo quando se come pouco, falta de apetite, náuseas e vômitos.
Quando uma pessoa tem o diagnóstico de gastrite confirmada pelo seu Médico, para conseguir recuperar o seu bem estar, além das medicações prescritas, devem ser seguidas algumas recomendações que são muito importantes para o sucesso do tratamento:
- Adote como regra geral: evite o alimento que não lhe faz bem.
- Faça três refeições por dia (café da manhã, almoço e jantar), nos horários corretos. No meio da manhã e no meio da tarde, faça um pequeno lanche, para seu estômago não ficar vazio por muito tempo.
- Dê preferência a dietas ricas em fibras, como frutas, verduras e cereais: elas ajudam no tratamento das gastrites e úlceras, regulam o funcionamento do intestino e previnem o câncer do estômago e intestino.
- Coma devagar e mastigue bem os alimentos, pois seu estômago trabalhará menos, usando menos ácido para digerir os alimentos. Faça das refeições um momento de prazer.
- Evite o hábito de comer muito à noite e ir dormir, pois o seu estômago não “descansará” durante o seu sono, podendo lhe acordar no meio da noite. Deite-se somente após 01 hora de se alimentar.
- Tente, dentro do possível, aliviar a sua carga de estresse no seu dia-a-dia, pois ele influencia as crises de dor.
- Evite todas as frituras (pastéis e coxinhas), bem como molhos e condimentos (ketchup, maionese, mostarda).
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Prevenindo a Anemia
Nutricionista Pérola Averbug Fireman
Coordenadora do Serviço de Nutrição e Dietética do Hospital Arthur Ramos |
Anemia representa a deficiência nutricional de maior incidência no mundo. No Brasil a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Mulher mostrou que atinge 20% das crianças com menos de cinco anos e quase 30% das mulheres em idade fértil. No Nordeste é ainda mais alarmante: 25,5% das crianças e 40% entre mulheres de 15 a 39 anos. A doença também pode acometer mulheres e homens de qualquer idade, tanto magros como obesos.
A Organização Mundial de Saúde define Anemia como a condição na qual o conteúdo de hemoglobina (proteína que transporta o oxigênio para todas as células do corpo) está abaixo do normal, como resultado da carência de um ou mais nutrientes essenciais como ferro, ácido fólico e vitamina B12. Estima-se que 90% das anemias sejam causadas por carência de Ferro (anemia ferropriva), sendo considera-da a mais comum.
O Ferro é um nutriente essencial para a vida e atua principalmente na fabricação das células vermelhas do sangue, mas também faz parte de outras reações do corpo e está envolvido no funcionamento dos sistemas imunológico e nervoso central.
São sintomas da anemia: sensação de fraqueza, palidez, dificuldade de concentração, menor disposição para o trabalho, tonturas, palpitações, falta de ar, perda de apetite, irritabilidade, aumento do risco de infecções. A anemia grave e não tratada pode resultar em insuficiência cardíaca.
O Ferro pode ser fornecido por alimentos de origem animal e vegetal, sendo o primeiro melhor absorvido pelo organismo. As carnes vermelhas, principalmente fígado e outras vísceras (miúdos) como rim e coração, o sururu, mexilhão, ostras, carnes suínas, aves, sardinha são as mais importantes fontes de ferro.
Já os vegetais, como as hortaliças verdes escuras (agrião, couve, brócolis) são ricos em ferro e se forem combinados com alimentos ricos em vitamina C (como acerola, limão, laranja, caju, goiaba), haverá um melhor aproveitamento. Outras fontes são o melado de cana, rapadura, açaí e jenipapo. Em algumas situações a suplementação nutricional e medicamentosa é necessária.
Embora seja surpresa, os estudos demonstram que alguns alimentos não são fontes importantes de ferro, devido à presença de algumas substancias que tornam este mineral menos absorvivel, são eles: a gema de ovo, beterraba, espinafre, excesso de cereais, entre outros.
Alimentos como chá preto, chá mate, café, refrigerantes a base de cola, bebidas alcoólicas e os ricos em cálcio, podem reduzir a absorção de ferro quando consumi-dos junto às refeições, evite então ingerir no mesmo horário.
O ferro contido no leite materno é de alta absorção para o bebê, portanto deve ser o alimento exclusivo até o seis meses de vida. Após esta idade devemos introduzir alimentos complementares, aos poucos, incluindo os ricos em ferro, principalmente os de origem animal, mantendo a amamentação. Não é recomendado oferecer a criança imediatamente após o almoço ou jantar a mamadeira com leite.
Para prevenir a anemia, além de ingerir as quantidades adequadas de ferro, devemos selecionar melhor os alimentos e realizar as combinações necessárias, logo a alimentação balanceada é o melhor remédio.
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Dengue
Dra. Adriana Ávila Moura
Infectologista Pediátrica |
A dengue é uma doença infecciosa causada por um vírus. Sim, a dengue é uma virose. Uma virose daquelas...Mas não pode ser transmitida diretamente de uma pessoa para outra. É ai que entra um velho conhecido nosso: o mosquito Aedes aegypti. É ele quem faz essa intermediação. Então, sem ele, não haverá dengue! Fácil, não é? Seria, se todos fizessem a sua parte e não deixassem locais com água parada e limpa prontos para receber os ovos do mosquito. É pedir muito? Vamos refletir...
Cerca de cinco dias após a picada do mosquito portador do vírus, aparecem febre, dores no corpo, na cabeça, nas juntas, dores retro-orbitárias (por trás dos olhos), manchas no corpo e às vezes sangramentos. É bom que se diga que não é preciso ter todos esses sintomas para ser um caso suspeito. Há pessoas que têm formas mais leves e outras que têm formas mais sofridas da doença, que demora um pouco, mas se vai. Fosse somente isso, o problema não seria tão grande. É que às vezes, a dengue não é só uma “virose chata”. Ela pode matar qualquer um, seja homem, mulher, criança, pobre, rico, branco, negro. Temos que dar o braço a torcer, a dengue é muito democrática. E, embora esses casos graves não sejam a maioria, não são tão difíceis de acontecer.
Então, como saber se a minha dengue é mais complicada que a do meu vizinho? Bem, nesses casos, a doença dá umas dicas pra gente – são os sinais de alarme. É pra ficar alarmado mesmo e correr para o médico. E quem pensa que dengue grave é só aquela que sangra, está muito enganado...Os sinais de alarme são variados e às vezes parecem, só parecem, não ter nada a ver com a dengue. Por exemplo: vômitos repetidos, dor contínua no abdome, diminuição da quantidade de urina, agitação ou sonolência, pés e mãos gelados, desmaios, pressão baixa e ah, sim, sangramentos importantes. Vejam que sangramento é um só item, e alarma tanto quanto os outros.
Os casos que apresentam sinais de alarme devem ser sempre internados e receber hidratação volumosa, geralmente na veia. Lembrem que o que faz a diferença para um paciente com dengue é a quantidade de líquido que ele recebe (seu médico vai saber o quanto). Não se preocupe em tomar concentrado de plaquetas, albumina, ou outras terapêuticas “novas”, tudo isso tem indicação precisa e, quando feito sem critério, pode causar um mal ainda maior. Peça para seu médico explicar tudo para você. Assim vai ficar mais fácil atravessar esse período. Lembre-se, dengue com sinais de alarme sem atendimento médico é quase sempre igual à morte. Portanto, fique atento! Se você tiver sintomas sugestivos de dengue, procure atendimento médico e tome muito líquido. Hemograma não confirma o diagnóstico, pode apenas sugerir. O objetivo da coleta desse exame é ajudar ao médico a tomar algumas decisões, como a de internar o paciente, por exemplo.
Para confirmar se você tem dengue o exame indicado é a sorologia. Mas ela não vai ser positiva com menos de cinco dias de doença e a época ideal para colhê-la é a partir do 9º dia. Não pressione seu médico, não é culpa dele.
E com menos de cinco dias de doença, é possível saber se você tem dengue? Sim, é possível colher um exame caro e trabalhoso – o isolamento viral, mas se o objetivo é resultado rápido, ele não vai servir.
Bem, depois de passar por tudo isso, vamos sempre nos deparar com a mesma questão: tudo isso por causa de um mosquito? Por isso, não devemos esquecer que o controle da dengue tem a ver com educação em saúde e, neste campo, parece que estamos nas primeiras séries da escola. Mas estamos no caminho. A cada ano vamos aprendendo um pouco mais. É verdade que a cada ano vamos perdendo algumas pessoas também. Não há quem não conheça uma história triste de morte por dengue de alguém não tão distante. Mas não percamos a esperança. Vamos nos alegrar com conquistas diárias, com mortes evitadas. Vamos aproveitar e respeitar a experiência de profundos conhecedores da doença que moram aqui em Maceió, como o Professor Celso Tavares. Quem sabe, um dia, nos orgulharemos de ter controlado a dengue e de há muito tempo, não termos perdido uma só vida para o mosquito? Só depende de nós.
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Deglutição x Disfagia - O que é? O que fazer?
Dra. Karinne Bandeira
Fonoaudióloga |
Deglutição é o ato de engolir os alimentos, desde a entrada pelos lábios, passando pela trituração entre os dentes até a sua passagem para o esôfago indo em direção ao estômago. A disfagia é toda e qualquer alteração do processo normal da deglutição com risco da entrada de alimento no pulmão que pode evoluir para complicações como pneumonia por aspiração de saliva ou de alimento, e se não tratada pode levar a morte. Estas alterações estão relacionadas principalmente com redução dos movimentos, da força ou da sensibilidade dos músculos da boca e/ou da laringe (garganta) e/ou déficit do controle neurológico que em conjunto apresentam prejuízos durante a deglutição e podem ter como principais causas: derrame (AVE), traumatismo cranioencefálico (TCE), doenças neurológicas (Parkinson, Alzheimer), idade avançada, pacientes tratados por câncer de cabeça e pescoço, entubação orotraqueal prolongada, uso de traqueostomia, recém- nascido prematuro, entre outras.
Os principais sintomas são: tosse e engasgo quando se alimenta, desidratação, desnutrição, rejeição a comida, alimento parado na boca ou na garganta, pneumonias repetitivas sem causas aparentes (aspiração silenciosa ? alimento entra no pulmão sem apresentar tosse ou engasgo), entre outros. Alguns dos pacientes podem necessitar de alimentação por sonda nasoenteral ou gastrostomia (provisória ou definitiva). É função da fonoaudiologia restabelecer com segurança a alimentação pela boca sem risco do alimento ou da saliva entrar no pulmão.
A disfagia é mais comum do que se imagina. Quem nunca viu um idoso engasgar TODAS AS VEZES que ingere líquidos? Alguns deles começam a perceber esta relação com os líquidos e sozinhos fazem uma adaptação para a melhor consistência deles que seria o cremoso, daí é comum essas pessoas colocarem pão ou bolachas no café, ou preferir vitaminas mais grossas e assim evitam os engasgos com líquidos. Esses engasgos acontecem em geral por conta da atrofia muscular que acontece no idoso, tornando a laringe ineficiente para a proteção das vias aéreas (pulmão) e a voz se torna também mais fraca.
As pessoas com doença depressiva não podem, simplesmente, melhorar por conta própria através dos pensamentos positivos, conhecendo pessoas novas, viajando, passeando ou tirando férias.
O que fazer quando engasgar com adultos? Não desesperar, e nada de tapas nas costas, ou levantar as mãos como estratégias ensinadas por nossos pais ou avós! O que devemos fazer é: tossir e engolir várias vezes até eliminar a sensação do engasgo. Se ficar só tossindo, o alimento ou a saliva vai subir e descer na laringe (garganta) e não vai para o lugar certo, o esôfago. Então, se a pessoa é lúcida, orientada e colaborativa: deve-se pedir para tossir e engolir. Porém se a pessoa engasgada não tem como colaborar, deve-se então induzir a deglutição da saliva, se estiver ao alcance oferte uma colher vazia (pode ser gelada sem resíduo, caso a pessoa não tenha rigidez muscular) pressionando a língua para baixo para estimular a reação automática de deglutição (ex. paciente com demência, não comunicativo ou não responsivo as solicitações verbais). Essa estratégia elimina momentaneamente o evento do engasgo, mas não recupera a função que está alterada. Em casos graves, uma manobra de compressão também pode ajudar. Coloque-se por trás e junte suas mãos entre a cintura e fim das costelas do engasgado. Aplique pressão rápida e seguidamente (informações dadas pelos primeiros socorros). Dependendo do tipo do alimento e da quantidade aspirada às vezes se faz necessário a indicação de uma traqueostomia de urgência (conduta médica - indicação e realização). Porém se essa e outras manifestações da disfagia estiverem presentes converse com seu médico sobre a possibilidade da avaliação da fonoaudiologia!!!
Obs. Consideramos 4 consistências: líquido (ex.:água, chá), cremoso (ex.:purê de frutas), pedaços moles (ex.: banana, macarrão com molho, carne moída), e sólidos (ex. bife frango, carne). Existe a possibilidade de uma pessoa ser disfágica para todas as consistências, assim como pode ser disfágico apenas para uma delas e não para as demais! Então fique alerta aos sinais da disfagia!!!!
*Especialista em Motricidade Oral/Oncologia/Disfagia pelo Hospital do Câncer A.C. Camargo – SP.
Mestre e Doutora em Ciências – Oncologia pela Fundação Antônio Prudente – SP.
Ex-Fonoaudióloga do Hospital Sírio Libanês – SP
Fonoaudióloga da equipe Oralis – Reabilitação e Estudos em Deglutição e Comunicação
Professora da Disciplina de Metodologia de Pesquisa da Pós-Graduação da Faculdade Integrada Tiradentes (Fits).
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DEPRESSÃO - O QUE É ISSO?
Ligia Ignez da Costa Visgueiro Cavalcante
saudepsique@gmail.com |
A Depressão é um Transtorno Afetivo (ou do Humor), caracterizada por uma alteração psíquica e orgânica global, com conseqüentes alterações na maneira de valorizar a realidade e a vida.
É uma doença "do organismo como um todo", que compromete o físico, o humor e o pensamento. Ela altera a maneira como a pessoa vê o mundo, sente a realidade, entende as coisas, manifesta emoções, sente a disposição e o prazer com a vida. Afeta a forma como a pessoa se alimenta, dorme, como se sente em relação a si próprio e pensa sobre as coisas.
Não é simplesmente estar na "fossa" ou com "baixo astral" passageiro. Também não é sinal de fraqueza, de falta de pensamentos positivos ou uma condição que possa ser superada apenas pela força de vontade ou com esforço.
As pessoas com doença depressiva não podem, simplesmente, melhorar por conta própria através dos pensamentos positivos, conhecendo pessoas novas, viajando, passeando ou tirando férias.
A Depressão, de um modo geral, resulta numa inibição global da pessoa, afeta a parte psíquica, as funções mais nobres da mente humana, como a memória, o raciocínio, a criatividade, a vontade, o amor e o sexo, e também a parte física. Enfim, tudo parece ser difícil, problemático e cansativo para o deprimido.
A pessoa deprimida não tem ânimo para os prazeres e para quase nada na vida. Os sentimentos depressivos vêm do interior da pessoa e não de fora dela e é por isso que as coisas do mundo, as quais normalmente são agradáveis para quem não está deprimido, parecem aborrecedoras e sem sentido para o deprimido.
A pessoa deprimida sabe e tem consciência das coisas boas de sua vida, sabe que tudo poderia ser bem pior, pode até saber que os motivos para seu estado sentimental não são tão importantes assim, entretanto, apesar de saber isso tudo e de não desejar estar dessa forma, continua muito deprimido.
Portanto, as doenças depressivas se manifestam de diversas maneiras, da mesma forma que outras doenças. Sem tratamento, os sintomas podem durar semanas, meses ou anos. Na maioria das vezes, é recomendado tratamento psiquiátrico e psicológico simultaneamente, podendo assim ajudar a maioria das pessoas que sofrem de depressão.
*Graduada em Psicologia pelo Cesmac.
Especialista em Psicologia Hospitalar pela FIC/UNIFAL.
Mestranda em Psicobiologia pela UNIFESP/UNCISAL.
Psicóloga Clínica pelo Centro de Crescimento Humano.
Psicóloga Hospitalar do Hospital Memorial Arthur Ramos.
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INFECÇÃO URINÁRIA
Dr. Humberto Montoro
Urologista |
A infecção urinária é a presença de microorganismo no trato urinário, ela é chamada cistite quando o agente causador atinge somente a bexiga e pielonefrite quando atinge o rim, levando ao aparecimento de sintomas sistêmicos como febre, calafrio, dor lombar e prostração, tendo grande risco de complicação, por isso, ela é mais grave. Já a cistite é mais freqüente e apresenta somente sintomas baixos como: ardência urinária, aumento da freqüência miccional, urgência em urinar e dor no baixo ventre.
A freqüência da Infecção urinaria é bastante elevada nos consultórios médicos, sendo tratada na maioria das vezes por urologistas, ginecologistas, clínicos gerais e pediatras.
Existem vários fatores que predispõem à Infecção Urinária como o hábito de ingerir pouco líquido, prender a urina, constipação intestinal, corrimento vaginal, cálculo renal, obstrução urinária causada pela próstata, alterações hormonais na menopausa e doenças que diminuem a imunidade do organismo como o diabetes.
A infecção urinária é confirmada através de exames de urina simples associado a urinocultura com antibiograma para identificar o agente causador bem como orientar e verificar as resistências bacterianas. Outro exame muito solicitado é a ultra-sonografia do aparelho urinário.O tratamento é realizado com antibióticos por 3 a 7 dias nas cistites e 10 a 14 dias nas pielonefrites.
Como medidas gerais de prevenção da Infecção Urinária o indivíduo dever fazer ingestão de muito líquido, não prender urina por muito tempo, tratar constipação intestinal e, na mulher, tratar precocemente as infecções genitais.
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PRESSÃO ALTA
Drª Francette Loss B. Costa
Diretora Clínica do HMAR Cardiologista |
A pressão alta ou hipertensão arterial sistêmica (HAS) pode ser considerada uma doença ou fator de risco para o desenvolvimento de doença que ataca o coração, vasos, rins, cérebro e visão.
Na medição da pressão arterial (PA), esta é considerada alta quando se apresenta acima de 140/90mmhg. A hipertensão arterial é mais freqüente em obesos, diabéticos, idosos e negros. É uma doença silenciosa e geralmente não apresenta sintomas.
No Brasil 10 a15 por cento da população é hipertensa.Cerca de 95 por cento dos hipertensos (pessoas que têm pressão arterial alta) têm a chamada hipertensão essencial ou primária (sem causa) e cinco por cento tem uma causa bem definida.
A hipertensão arterial é uma doença crônica que, quando não controlada, pode levar a complicações em vários órgãos, entre eles o Sistema nervoso (Acidente vascular cerebral), Coração (angina, insuficiência cardíaca), Sistema Vascular (aneurismas), Rins (insuficiência renal) e Visão (doença da retina, que leva a uma diminuição da visão).
A obesidade, o álcool, o stress, grande consumo de sal, falta de atividade física são fatores que influenciam no nível da pressão arterial, podendo causar uma crise hipertensiva, que é o aumento repentino rápido, severo, inapropriado da P.A., com sintomas em pessoas normotensas ou hipertensas.
A maior parte das hipertensões não tem cura, mas há tratamento que pode ser feito com ou sem medicação. É importante consultar um médico e não interromper o tratamento, para que a pressão arterial esteja sempre controlada.
Uma boa dica de saúde é uso de alimentação saudável e o exercício físico, pois com isso se reduz o stress, relaxa, combate à hipertensão arterial, obesidade, diabete, o colesterol alto e triglicérides.
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